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Deus tem um Plano Maior: O medo de viajar sozinha e 9 dias num Tuktuk no Sri Lanka
Eu sempre fui aquela pessoa com tudo organizado, previamente estruturado e controlado.
E Eu sempre tive muitos medos.
Medo de sair da minha zona de conforto, medo de expressar a minha verdade, medo de perder a minha estabilidade financeira, medo do julgamento, medo da escassez, medo de ser como sou, medo de ser rejeitada e, acima de tudo, medo de me perder de mim mesma.
Mas a pergunta ecoava na minha mente: que vida eu estava a viver? Que história eu queria contar aos meus filhos e netos um dia? Que a mãe e avó deles tinha ficado infeliz para o resto da sua vida fechada num escritório sem pelo menos ter descoberto quem era ela e o que a fazia feliz?
Então , foi assim que tomei uma das decisão mais ousadas da minha vida.
Despedi-me do meu emprego estável. Com a carta de demissão veio o vazio.
“E agora? Quem sou eu para além dos meus medos?”😱
Listei tudo o que me assustava mas o que mais queria: medo de largar o “conhecido”, medo de viajar sozinha, medo do desconhecido.
Quando terminei, fiz uma pergunta transformadora ❓🙋🏼♂️:
“O que eu realmente gostaria de viver?”
Eu descobri que queria muito ter a experiência de viajar sozinha para o outro lado do mundo, mas sem planear , só ir. E ver como corria.
Foi assim que comprei um bilhete de avião para o Sri Lanka. Mochila às costas 🎒.
Duas noites reservadas num hostel em Colombo e uma certeza: eu ia enfrentar os meus medos. 🛫✅
O Choro que Libertou 😭
Cheguei ao Sri Lanka exausta.
A cultura, os sons , os cheiros e as cores eram fascinantes.
No segundo dia, visitei um templo budista com uma árvore gigante no meio, diziam que era a árvore de Bodhi, onde Siddhartha Guatama alcançou a iluminação e se tornou o Buda.
O meu corpo tremia, sentia uma expansão de alma no meu coração.💗
Assim que atravessei o portão e me sentei no chão frio, as lágrimas começaram a cair. Era como se tivesse voltado a casa, como se uma parte de mim já tivesse vivido ali em outra vida.
Naquele momento, percebi que algo maior estava em jogo.
Eu não estava só a viajar; estava a regressar a mim mesma. ✨
Enquanto as lágrimas caíam, um senhor parecido com um monge com vestes simples, vestia um vestido comprido amarelado, olhou para mim com ar delicado e tirou do bolso uma espécie de pulseira vermelha, um estreito cordãozinho de lã. Na altura não entendi o que significava.
Mais tarde disseram-me que no Sri Lanka , acredita-se que a pulseira vermelha é oferecida para proteção, boa sorte, conexão, força e fé.
Eu senti que estava no lugar certo há hora certa e a minha alma tinha sido chamada a viver aquela conexão divina neste plano terreno nesta vida: largar o controlo e viver a magia do desconhecido, acreditando que a minha intuição me guiaria nesta viagem e que eu nada, nada tinha a temer. Esse era o forte significado de me ter sido dada aquela pulseira. Eu estava protegida.📿
Quando te deixas levar pela vida
Na segunda noite, subi ao terraço do hostel para tentar clarear a mente.
A lua iluminava um enorme Buda dourado que parecia vigiar a cidade.
Sentei-me e fechei os olhos, buscando alguma orientação. Enquanto meditava, ouvi uma voz dentro de mim: “Vai ter com a Maud.”
Desci as escadas com o coração acelerado e procurei o Cedric, o dono do hostel. Ele tinha mencionado Maud, uma rapariga francesa que estava a explorar o Sri Lanka de tuk-tuk. Quando a encontrei na sala de estar, ela estava inclinada sobre um mapa, traçando rotas com um marcador.
Respirei fundo e perguntei:
“Olá, sou a Laura, sou portuguesa, vim viajar pela primeira vez sozinha. O Cedric disse-me que vais viajar pelo Sri Lanka de tuk-tuk. Posso ir contigo?”
Ela levantou os olhos, avaliou-me por um instante e disse, com um sorriso: “Olá Laura, uau, esta também é a minha primeira viagem sozinha! Sim, pode ser. Saímos amanhã às 6h30.”
Um escaldão no rabo
A partir daquele momento, a viagem transformou-se numa aventura inesquecível. Durante nove dias, eu e Maud percorremos estradas cheias de curvas, explorámos templos fascinantes e ficámos em hósteis, onde tínhamos sempre a possibilidade de ir conhecendo outros mochileiros.
A Maud conduzia o TukTuk e eu, em forma de agradecimento pelo seu esforço, ía fazendo massagens nas costas e nos ombras enquanto ela conduzia!
O lugar que mais nos marcou foi em Trincomalee, mergulhámos juntas com um grupo e fizemos snorkeling.🤿
De repente realizei que um dos meus sonhos se tinha tornado realidade 🤩, nadar com tubarões-bebé, tartarugas gigantes e recifes de coral coloridos. 🐢🦈🪸🌊
A alegria do momento foi tão grande que me esqueci do tempo e acabei com um escaldão nas costas e no rabo. 😧
Nunca esquecerei a senhora da guesthouse que me ofereceu aloé vera fresco e salvou o meu dia seguinte.
Apesar das aventuras incríveis, na oitava noite, percebemos que tinha chegado a hora de nos separarmos.
Era assustador recomeçar a viagem sozinha, mas também sabia que fazia parte do meu processo de crescimento e de entrega de novo ao desconhecido.
Eu só rezava a dia que me trouxesse guiança, fé , coragem e proteção.
O Encontro que Mudou Tudo e um Amor à primeira vista
No último almoço juntas, em Matale pela última vez
Eu estava cheia de fome e disse já chateada “Maud por favor eu não aguento de fome. Pára já aqui neste restaurante por favor”
Sim, eu fico impossível e rabugenta quando fico esfomeada ou com sonho.
A Maud disse-me “Neste não, vamos mais para a frente. “
Incrivelmente, com o destino acontece, ela não tinha parado no restaurante que lhe disse, mas num outro a seguir. Estacionou à porta e disse” Vamos a este”.
Se alguém me dissesse, eu nunca iria acreditar que esta decisão da Maud iria mudar a minha vida do avesso. 😯🫢
Porque foi nesse dia que conheci um homem que mudaria para sempre o rumo da minha vida nesse ano.
Atula, o dono do restaurante e chef de cozinha do restaurante onde parámos para almoçar.
Se eu nunca acreditei em amor à primeira vista ❣️eu não sei o que aconteceu.
Sentámos para almoçar, eu e Maud, e os meus olhos e do Atula logo se ligaram profundamente. Uma conexão inesperada que eu nunca tinha sentido, algo como se as nossas almas se reconhecessem.
Eu parecia que estava num filme. 🎥🎬
Estava no filme da minha vida. E nunca pensaria que mais tarde iria escrever a minha história, tudo porque tinha enfrentado o meu maior sonho e medo: viajar sozinha sem controlo, planos, sem mapa de estrada.
Eu tinha me entregado à vida, ao fluir do Universo, seguindo a minha intuição a cada momento.
A vista do lugar do restaurante era simplesmente de cortar o fôlego, uma enorme montanha verde ao fundo🌄 .
A Maud foi à casa de banho a uma dada altura e o Atula aproveitou que eu estava sozinha e veio ter comigo metendo conversa.
Adorámos a energia um do outro e era tão familiar tudo, provavelmente já tínhamos vivido vidas passadas. Era algo intenso e sem dúvida uma conexão espiritual.
Pedi-lhe para tiramos uma fotografia juntos e trocámos o contato de Facebook.
Eu e Maud seguimos viagem e fomos visitar templos budistas no meio de montanhas.
O Atula era do Sri Lanka , vivia em Matale. Um verdadeiro empreendedor que já tinha vivido anos no Canadá e aberto meia dúzia de restaurantes no Sri Lanka.
Ele não saía do meu pensamento.
Se queres saber como este encontro transformou o resto da minha jornada e como encarar os meus maiores medos mudou completamente a minha visão do mundo, lê o meu livro.
E Tu, O Que Farias se Não Tivesses Medo?
Os medos são como correntes que nos prendem a uma vida que não nos pertence. Mas, quando decidimos enfrentá-los, algo extraordinário acontece: descobrimos a nossa verdadeira força.💪🏻
O que te impede de viver os teus sonhos? O que farias se não tivesses medo?
Se esta história te inspirou, descobre mais no meu livro, agora disponível online.
Quem sabe, talvez seja o empurrão que precisas para escreveres a tua própria história e possas, tal como eu, um dia contar a tua viagem sobre coragem, liberdade sem controlar, e pelo reencontro com quem verdadeiramente és.
👉 Enfrentar os teus medos pode mudar a tua vida de formas que nunca imaginaste. Atreve-te.