laura alves – escrevendo a minha história 📖✒️🍎

| micro histórias reais com alma, gargalhadas e lágrimas –

uma história por dia não sabes o bem que te fazia

E se tiveres que dizer Não a uma Grande Amiga tua?


Desde os meus 24 anos que conheço a Cláudia, ou Claudinha – como gostava de a chamar.
Conhecemo-nos num café que ambas frequentávamos, tínhamos o mesmo grupo de amigos, e, a partir desse dia, passámos a fazer parte da vida uma da outra.

A Claudinha foi a primeira amizade que me despertou para um caminho mais espiritual.🪷

Professora de Yoga🧘🏼‍♀️ ela vivia completamente desligada das coisas materiais, e eu, sempre apaixonada por novas formas de pensar e pela descoberta de diferentes maneiras de viver, sentia-me fascinada pelos conhecimentos que ela partilhava.

Durante anos, a Claudinha foi o meu porto seguro: alguém com quem desabafar, de quem ouvir conselhos sábios e com quem partilhar momentos de alegria e aventura.🫂

Foi ela quem me guiou nas primeiras meditações, quem me incentivou a explorar a espiritualidade e quem me mostrou como é possível conectar-me com Deus e com as forças e leis do Universo.

Em agosto de 2018, viajámos juntas para a Amazónia, uma experiência transformadora que marcou as nossas vidas.

Foi lá que conhecemos o João Tikuna, um indígena nativo da floresta que se tornou nosso amigo.

Guiadas por ele, explorámos o coração da floresta tropical, navegando pelo rio num pequeno barco e percorrendo trilhas cercadas por árvores majestosas e criaturas impressionantes.

O Ticuna contou-nos histórias fascinantes sobre o Curupira, o espírito da floresta que, segundo a lenda, confunde aqueles que nela entram, fazendo-os perder o caminho. Essas narrativas deram um tom mágico à nossa jornada, enquanto descobríamos a profundidade da cultura indígena e o poder transformador da natureza.

Porém, ao longo dos anos, comecei a notar que a nossa amizade já não era como antes.

Embora a Claudinha fosse uma amiga incrível e uma fonte de inspiração, havia momentos em que me sentia julgada por ela.

Aos poucos, fui percebendo que já não conseguia ser eu mesma na sua presença. Quando lhe contava certas coisas da minha vida, sentia no meu corpo um desconforto que vinha da sua energia. 😖

O desconforto crescia, e eu refletia muito 💬 e sentia que estávamos a caminhar em direções diferentes.🛣️

Em abril de 2024, numa viagem solitária a Marrocos, tomei coragem para lhe dizer tudo o que sentia.

Foi um momento difícil, mas libertador.

Às vezes, precisamos de deixar ir pessoas que já amámos profundamente, não por culpa delas ou nossa, mas porque os nossos caminhos já não estão alinhados.

Ainda assim, a Claudinha sempre terá um lugar especial na minha história. Ela mostrou-me o caminho da espiritualidade, da compaixão e do respeito pelas forças maiores do Universo. As memórias das nossas aventuras, especialmente a nossa viagem à Amazónia, serão sempre lembranças preciosas.

E, acima de tudo, essa experiência ensinou-me que largar o que já não nos serve é parte essencial do processo de transformação.

Deixar ir não significa esquecer, mas abrir espaço para novas energias e novos ciclos na vida.

E tu, o que precisas de deixar ir/colocar um fim?

Que relacionamentos já não estão mais alinhado contigo ?

Que amizades sentes que estão a ser mais prejudiciais e tóxicas no momento?

Se este texto ressoou contigo, lembra-te: a vida é feita de escolhas alinhadas com quem somos.

No meu livro, disponível online, partilho mais dicas e reflexões sobre como viver de forma autêntica e em harmonia com o que realmente importa. 🔆

Também partilho a nossa viagem à Amazónia, cheia de mistérios, magias e de sustos, onde vi pela primeira vez Aliens 👽🛸e onde me perdi em plena floresta da Amazónia.

💛 Quando dizes Não ao que te faz mal, Abres espaço para o Novo que te faz Bem entrar.


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